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domingo, 20 de janeiro de 2013
Dou comigo...
As vezes dou comigo a contemplar a minha vida através dos olhares que me rodeiam, não sei se penso em tudo, nem sei se sou feliz, mas sinto vincos risonhos nos olhos adormecidos, mas depois pergunto-me, porque fiz eu dos sonhos a minha vida.
Por viver assim deveria chamar tristeza, por saber sem surpresa que saudade que seja atenta ou não, é tudo o que eu sou, em cada sonho meu sou a minha própria paisagem e assisto a minha passagem e não ligo, alheia vou vivendo e virando as páginas da minha vida, anoto nas margens o que julguei que senti e sigo lendo o que vivi entre o luar e o desejo secreto que é só meu, porque é a saudade que faz viver e faz ouvir e ainda ver tudo o que foi, mas nunca o que será.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Mesmo sem asas...
Há sempre um bom anjo à nossa volta,
Seja em todo e qualquer momento,
Com ódio, rancor, maldade e revolta,
Ele resguarda todo o nosso sofrimento.
Ele sofre conosco e suas asas caem,
Ajoelha-se por nós e por nós intercede,
Quando nossas forças físicas se esvaem,
Ajuda a outro anjo ele também pede.
Ele sempre nos guarda, mesmo sem as asas,
Quando parecemos estar ilhados e perdidos,
Aquece com amizade o nosso coração em brasas,
Partiram-se suas asas, mas não os sentidos.
Em algum grande momento de despreparo,
Grito sem dó e nenhuma outra piedade,
Com sua linda e simples voz me deparo,
“Não tenho asas, mas ofereço amizade”.
À medida que o tempo passa eu o acompanho,
Vejo seu desvelo, sua simples humildade,
Parece que vejo o despertar de um sonho,
Aprendo com um anjo um pouco de caridade.
Minha casta esperança que não mais existia,
Vejo em asas que não imaginava mais crescer,
Quando a luz do sol vem e me irradia,
Decido por mim em não desistir e vencer.
“Eu já fui um anjo de asas partidas,
Orgulho ferido, maldade sem nenhum dó,
Encontrei -te, curas-te minhas feridas,
Mesmo que não veja, nunca me deixaras so.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Vive intensamente...
...
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A vida começa no dia seguinte,e só existe uma maneira de viver: apaixonada.
Por isso dança, dança como se ninguém te estivesse a ver.
Trabalha, como se não precisasses de dinheiro.
Corre, como se não houvesse a chegada.
Ama, como se nunca tivesses sido magoada antes.
Acredita, como se não houvesse frustração.
Grita, como se ninguém estivesse a ouvir.
Beija, como se fosse eterno.
Sorri, como se não existissem lágrimas.
Abraça, como se fossem todos amigos.
Dorme, como se não houvesse amanha.
Cria, como se não existisse critica.
Vai, como se não precisasses voltar.
Acorda como se nunca mais fosses dormir de novo.
Faz a próxima viagem como se fosse a última.
Veste-te como se não conhecesses espelhos.
Propõe, como se não existissem as recusas.
Brinca, como se não tivesses crescido.
Levanta-te como se não tivesses caído.
Casa-te como se não houvesse outra vida.
Mergulha, como se não houvesse medo.
Ouve, como se não existisse o certo e o errado.
Fala, como se não existisse o certo e o errado.
Aprecia, como se fosse eterno.
Vive, como se não houvesse fim.
Prefere ser, ao invés de teres.
Sente, ao invés de fingires.
Anda, ao invés de parares.
Abre, ao invés de fechares.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sou...
Sou uma filha da natureza
quero pegar, sentir, tocar, ser...
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...
E deixo que tu sejas. Isso assusta-te?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa
Dói só no começo..."
(bY rosete)
quero pegar, sentir, tocar, ser...
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...
E deixo que tu sejas. Isso assusta-te?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa
Dói só no começo..."
(bY rosete)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Eu sou...
Eu sou o vento,
Dispo-te de tua beleza que se veste do tempo,
Sou vento forte!...
Visto trapos de luz com o brilho de tua sorte,
Sou ciclone desatinado e violento,
Alma do teu sofrimento,
Sou teu desejo sem norte,
Sou o tempo,
Sou o vento,
Talvez a morte!...
Eu sou a fome,
Alimento tua gula de um inferno sem nome,
Sou fome violenta!...
Insaciável ninguém que de ti se alimenta,
Sou apetite que come,
A vontade que consome,
E de ti se sustenta,
Apuro teu sabor com o suor que te experimenta,
Sou a fome,
Sou o nome,
Talvez tormenta!...
Eu sou o carrasco,
Ofereço tortuoso caminho de sangue até ao penhasco,
Sou a dor!...
Sou pus na ferida aberta de teu dilacerado amor,
Sou ignóbil fiasco,
Sou a náusea do teu asco,
Sou a consciência sadia do teu miserável torpor,
Sou carrasco,
Sou o asco,
Talvez rancor!...
Eu sou o reflexo,
Exponho a verdade côncava de teu falso convexo,
Sou a cegueira!...
Sou a cor omitida na mentira de uma bandeira,
Sou infectado sexo,
Sou o teu olhar perplexo,
Sou as trevas de capa e capuz da inesperada ceifeira,
Sou a rasteira,
Sou caos sem nexo,
Talvez inquisição e fogueira!...
Eu sou a claridade,
Destruidor de mentiras com laivos de crueldade,
Sou a verdade crua!...
Sou sonho desprotegido do pesadelo de consciência nua,
Sou refúgio da falsidade,
Causa perdida de tua ansiedade,
Sou leito escorrido onde teu medo desagua,
Sou corgo de piedade,
Alivioso despertar de tua adormecida intimidade,
Sou imagem tua,
Nua,
Que no pesadelo se insinua,
Sou, quando acordas, a verdade,
A dúvida que se perpetua,
Eu sou a liberdade!...
Eu sou NINGUÉM,
Pouco mais de nada,
Sou o grito de alguém,
Sou o sonho que se retém,
Demónio de uma alma cansada,
Sou teu desdém,
Parte de perdidas partes em partes separada,
Sou um pouco de ti, porém,
És muito de mim também!...
Eu sou a mentira da verdade,
Sou desprezo que de ti fica aquém,
Sou o vento forte da Liberdade!...
Só não sou o que digo ser,
Quando meus olhos consegues ver!...
terça-feira, 15 de março de 2011
Eu sou...
Eu sou….
aquela que gosta de pensar ,imaginar, e de dizer…
que vagueia por este e outros tempos
que se deixa levar pelas brisas serenas e por mares revoltos
com o olhar virado para o infinito
Eu sou
aquela que chora e ri e sonha..
deambulando em sonhos afagando sentimentos
beijando os dias em devaneios interditos
e horizontes de mistérios
Eu sou
aquela que aconchega na ilusão e sussurra à saudade
que se atropela nas palavras que não teme os silêncios
onde não existem medos intransponíveis
que não sufoca a emoção, e preserva as pequenas coisas da vida
Eu sou…
aquela que tem consciência da ignorância e pequenez
nas mensagens codificadas da vida
que não menospreza ou vulgariza mas que assimila
o que recolhe em palavras sorrisos e momentos
Eu sou…
aquela que, abraça a vida
orquestra afinada dos nossos dias
com segredos que traz o vento, a imaginação ,
e eu sorrio ...
Eu sou…
como os murmúrios da floresta,
as mensagens codificadas e indecifráveis
eterna aprendiz da vida onde tudo é ínfimo
onde o permitido é conquistado
Eu sou…
Lado a lado .. e sempre serei
Sem precisar que me indiquem o caminho
guardiã de tantos sonhos..
Eu sou…
segunda-feira, 7 de março de 2011
A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor e renascerei...
Amarei o sol,
pois aquece meu corpo...
No entanto,
amarei a chuva,
pois purifica o meu espírito...
Amarei a luz,
pois me mostra o caminho...
Amarei também a escuridão,
pois me faz ver as estrelas...
Receberei a felicidade,
que engrandece meu coração,
mas tolerarei a tristeza,
pois abre minha alma...
Receberei as recompensas
pois elas me pertencem,
mas também aceitarei de bom grado
os obstáculos,
pois eles são os meus desafios...
Olharei as coisas com amor e renascerei...
Amarei o sol,
pois aquece meu corpo...
No entanto,
amarei a chuva,
pois purifica o meu espírito...
Amarei a luz,
pois me mostra o caminho...
Amarei também a escuridão,
pois me faz ver as estrelas...
Receberei a felicidade,
que engrandece meu coração,
mas tolerarei a tristeza,
pois abre minha alma...
Receberei as recompensas
pois elas me pertencem,
mas também aceitarei de bom grado
os obstáculos,
pois eles são os meus desafios...
A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor e renascerei...
Olharei as coisas com amor e renascerei...
Sou assim

Sou um ser
Que busca
Que cai
Que sente
Que socorre,
Que ama.
Por que sou assim,
Metade de mim
É feliz,
Enquanto
A outra de mim
perde-se
prende-se,
larga-se.
Por que
Metade de mim
São flores,
É a natureza
É a amizade
E a outra metade
Sou uma filha
Sou a nora
Apenas uma mulher,
Carente
Metade de mim é
Uma busca
E a outra metade,
É o encontro.
Metade de mim
É o choro
E a outra metade
Gargalhadas.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Jeito de ser...
Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Posso ser irritável e firo facilmente quem mais gosto.
Também sou calma e perdôo fácilmente.
Mas nunca me esqueço de quem me magoa.
Mas também há poucas coisas de que eu me lembre.
Posso ser irritável e firo facilmente quem mais gosto.
Também sou calma e perdôo fácilmente.
Mas nunca me esqueço de quem me magoa.
Mas também há poucas coisas de que eu me lembre.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
" Homenagem a um grande Homem"
Obrigado porque tiveste na tua vida um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderias ter saboreado. Porque – mais do que isso – fizeste da tua vida um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreste para que eu pudesse viver.
Porque não eras corajoso, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno. Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu cheguei. Porque não só me aceitaste como era, como estiveste disposto a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias “a minha filhinha” mesmo que eu tivesse nascido deformada e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho aos teus amigos. Porque seria sempre o teu bebé lindo. Devo-te isso, embora não tenha acontecido, porque o farias. Obrigado porque não tiveste tempo para aproveitar melhor a vida. Porque as teus amigos usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, mesmo sendo homem, chegaste a esquecer-te de que havia a moda, porque primeiro estava eu e meus irmãos. Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque me sossegaste dizendo “ não chores, filha, que o pai está aqui”, e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus. Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus. Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras para não ir a escola, ou me enfiava debaixo da mesa porque queria comer debaixo dela. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus me vissem contigo na rua. Porque passaste uma boa parte dos fins -de -semana a levar-me passear pois não gostava de o passar em casa. Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste. Obrigado porque me ralhaste quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando “roubei” batatas fritas antes de o jantar estar servido e quando não te obedecia. Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa. Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia. Obrigado, porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas-te a cabeça – mesmo sabendo que eu estaria longe . Obrigado por guardares como tesouros os minhas fotografias. E por teres ficado muitas vezes à porta a ver partir o carro, quando me ia embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.Obrigado – foi um prazer e orgulho ter-te como pai. Estarás sempre no meu coração, muita luz no coração onde quer que estejas…
Porque não eras corajoso, mas tiveste a coragem de embarcar numa aventura que sabias não ter retorno. Porque não fizeste as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriste simplesmente os braços quando eu cheguei. Porque não só me aceitaste como era, como estiveste disposto a aceitar-me fosse eu como fosse. Porque dirias “a minha filhinha” mesmo que eu tivesse nascido deformada e me contarias histórias ainda que eu tivesse nascido sem orelhas. E me levarias ao colo mesmo que eu fosse leproso. E, mesmo com tudo isso, me mostrarias com orgulho aos teus amigos. Porque seria sempre o teu bebé lindo. Devo-te isso, embora não tenha acontecido, porque o farias. Obrigado porque não tiveste tempo para aproveitar melhor a vida. Porque as teus amigos usavam um perfume de melhor qualidade que o teu. Porque, mesmo sendo homem, chegaste a esquecer-te de que havia a moda, porque primeiro estava eu e meus irmãos. Porque não te deixei dormir e estavas sorridente no dia seguinte. Porque me sossegaste dizendo “ não chores, filha, que o pai está aqui”, e estar no teu regaço era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus. Obrigado porque é pensando em ti que posso entender Deus. Obrigado porque não tiveste vergonha de mim quando eu fazia birras para não ir a escola, ou me enfiava debaixo da mesa porque queria comer debaixo dela. E porque suportaste que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus me vissem contigo na rua. Porque passaste uma boa parte dos fins -de -semana a levar-me passear pois não gostava de o passar em casa. Obrigado pelas lágrimas que choraste e nunca cheguei a saber que choraste. Obrigado porque me ralhaste quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando “roubei” batatas fritas antes de o jantar estar servido e quando não te obedecia. Obrigado por me teres mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me teres mandado fazer tarefas da casa que tu farias bem melhor e muito mais depressa. Obrigado por teres querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaste sair à noite sem saberes muito bem com quem ia e onde ia. Obrigado, porque eu cresci e o teu coração parece ter também crescido. Porque me deste coragem. Porque aprovaste as minhas escolhas, e te mantiveste a meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantas-te a cabeça – mesmo sabendo que eu estaria longe . Obrigado por guardares como tesouros os minhas fotografias. E por teres ficado muitas vezes à porta a ver partir o carro, quando me ia embora, comovendo-te com os meus sinais de luzes.Obrigado – foi um prazer e orgulho ter-te como pai. Estarás sempre no meu coração, muita luz no coração onde quer que estejas…
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
"Aqueles que amamos não morrem, apenas partem antes de nós."
Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão! Fique em Paz!
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