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quinta-feira, 17 de março de 2011

A lenda das Mouras, ou Moiras encantadas



As moiras ou mouras encantadas são espíritos, seres fantásticos com poderes sobrenaturais dos folclores português e galego. São "seres obrigados por oculta força sobrenatural a viverem em certo estado de sítio como que entorpecidos ou adormecidos, enquanto determinada circunstancia lhes não quebrar o encanto". Segundo antigos relatos populares, são as almas de donzelas que foram deixadas a guardar os tesouros que os mouros encantados esconderam antes de partirem para a mourama.
As lendas descrevem as mouras encantadas como jovens donzelas de grande beleza ou encantadoras princesas e "perigosamente sedutoras" Aparecem frequentemente cantando e penteando os seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, com um pente de ouro, e prometem tesouros a quem as libertar do encanto.
Podem assumir diversas formas e existe um grande número de lendas, e versões da mesma lenda, como resultado de séculos de
tradição oral. Surgem como guardiãs dos locais de passagem para o interior da terra, os locais "limite", onde se acreditava que o sobrenatural podia manifestar-se. Aparecem junto de nascentes, fontes, pontes, rios, poços, cavernas, antigas construções, velhos castelos ou tesouros escondidos.
A lenda do ouro das mouras atraiu alguns caçadores de tesouros. Na busca dos
tesouro, as escavações feitas nos locais onde as lendas diziam haver tesouros causaram a destruição de alguns monumentos históricos como mamoas e antas.
Muitas lendas sobre mouras surgiram ao longo destes séculos, mas será que é só uma lenda?

quarta-feira, 16 de março de 2011

A lenda de Arleqim


Era uma vez um menino, que se chamava Arlequim e vivia numa cidade chamada Veneza.
Conta a lenda... que nessa cidade vivia uma Condessa muito rica e todos os anos, no Carnaval, organizava um baile de máscaras. A Condessa fazia uma única exigência: tinham de se apresentar mascarados.
E, durante a festa era sempre premiado, aquele que levava o melhor fato.
Então, em todas as casas de Veneza, as mães esforçavam-se por fazer os mais belos fatos de máscaras.
Só Arlequim não iria ao baile, por ser muito pobre e sua mãe não lhe poder fazer o traje.
Os amigos, vendo-o tão triste, resolveram dar os bocadinhos de tecido que sobraram dos seus fatos. E, com eles, a mãe de Arlequim conseguiu fazer uma linda fantasia, cozendo os bocadinhos em losangos todos iguais.
E, conta a lenda que foi precisamente Arlequim, que ganhou o prémio por ter o fato mais vistoso e original.
E quando a Condessa lhe perguntou como é que ele, sendo tão pobre, tinha arranjado tão lindo traje, ele respondeu:- O meu fato foi feito com a bondade dos meus amigos e o coração da minha mãe.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma Lenda Chinesa

                                              
 
 
  Há muito tempo, uma menina chinesa chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra.
Depois de alguns dias, passou a não se entender com a sogra.
As personalidades delas eram muito diferentes uma da outra e Lili foi se irritando com os hábitos dela, que freqüentemente a criticava.
Meses se passaram e Lili e sua sogra cada vez mais discutiam e brigavam.
De acordo com antiga tradição chinesa a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo.
Lili já não suportando mais conviver com essa situação, decidiu visitar um amigo de seu pai, um velho sábio.
Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse: Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenar sua sogra.
A cada dois dias ponha um pouco destas na comida dela.
Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável.
Lili ficou muito contente, agradeceu o sábio e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra.
Semanas se passaram e a cada dois dias Lili servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra.
Ela sempre lembrava do que o velho sábio tinha recomendado sobre evitar suspeitas e, assim controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe.
Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral. Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses, não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de se lidar.
As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha.
Um dia, Lili foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e disse:
- Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra!
Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe e não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei.
Sr. Huang sorriu e acenando a cabeça, disse:
- Lili, não precisa se preocupar.
As ervas que eu lhe dei não eram venenosas e sim vitaminas especialmente preparadas para melhorar a saúde dela.
O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela.
Na China existe uma regra dourada que diz: "A pessoa que ama os outros também será amada".
Na grande parte das vezes, recebemos das outras pessoas o que damos a elas.
Lembre-se sempre: o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória.
Por isso, tenha cuidado com o que planta!
Pense nisso: a colheita... é inevitável.